
|
Patrocínio |
|
Apoio |
|
Conceitos Fundamentais |
|
Nesta página: · Prontuário, conta e fechamentos · Protocolos e Pacotes · Gabaritos e KAR |

|
Prontuário, conta e fechamentos
Os registros hospitalares se organizam de forma hierárquica.
O paciente possui um número único: · Historicamente denominado registro do SAME, devido á prática antiga de manter os registros em pastas em uma área chamada de Serviço de Arquivo Médico e Estatístico (SAME); · Este número não se repete e é atribuído a um paciente único; · É a chave para o controle do Prontuário Médico do paciente, que vai sendo incrementado a medida que novos atendimentos vão sendo feitos ao paciente no hospital.
Cada vez que o paciente vem ao hospital é gerado um número de atendimento: · Ou número da admissão, ou número de registro na recepção, dependendo da terminologia utilizada pelo hospital; · Para cada tipo de atendimento é gerado um número diferente: · Se o paciente é atendido no Pronto Socorro é gerado um número de atendimento de urgência; · Se este atendimento remete o paciente para internação é gerado um número de atendimento de internação, diferente do da urgência; · O número do atendimento é a chave para controle do que tradicionalmente se chama de Prontuário Contábil, que é a coleção dos documentos específicos de um único atendimento, e geralmente contém toda a informação necessária para composição, fechamento e remessa da conta à operadora de planos de saúde.
Cada atendimento pode gerar uma ou mais contas: · No caso específico do âmbito da auditoria interessam 2 contas: a da operadora e a conta particular diferença; · A conta operadora é a que será remetida para a operadora - objeto do assunto auditoria de contas hospitalares; · A conta particular diferença é cobrada diretamente do paciente, e contém os lançamentos que o contrato com a operadora de planos de saúde não dá cobertura.
Cada conta pode ter diversos fechamentos, sendo prática mais comum no mercado: · Se o período de atendimento (o período de internação por exemplo), for de até 45 dias é feito apenas um fechamento, contendo todos os lançamentos de todo o período de atendimento; · Se o período de atendimento for superior à 45 dias, pode-se ter um fechamento parcial, contendo os lançamentos desde a data de início do atendimento, até primeira data de remessa de contas à operadora superior aos 45 dias, e depois sucessivamente fechamentos parciais de até 1 mês, até que o atendimento seja encerrado (alta ou fim de tratamento ambulatorial); · Se a conta já foi fechada e remetida à operadora, e existem lançamentos que só poderiam ser feitos após uma evidência que ocorreu após a remessa, é feito um fechamento complementar, apenas com estes lançamentos que não foram feitos no fechamento original. ==> Estas práticas variam e dependem fundamentalmente da influência que o hospital ou a operadora detém na sua região de atuação. |

|
Protocolos e Pacotes
Para simplificar a relação comercial entre hospitais e operadoras de planos de saúde é comum combinar protocolos de atendimento e pacotes de preços.
Protocolos e Pacotes são conceitos distintos, utilizados para objetivos finais diferentes.
Protocolo: · Originado da prática médica, é um modelo (standard) de atendimento a ser seguido em determinado caso conhecido; · É a intenção de tratar determinado tipo de doença ou sintoma de forma padronizada, e descreve os detalhes deste padrão; · Mas pode não ser seguido dependendo de fatores externos (ou complicadores) do caso específico; · Não define preço: sua utilidade é descrever em detalhes o que se pretende fazer e quais os insumos a serem utilizados - o preço é definido pelo que foi feito, e o que realmente foi utilizado, podendo ser maior ou menor que o modelo; · Serve como base (como modelo) para a discussão do que deve ou não ser cobrado, e direciona a justificativa do apontamento de algo que não é comum.
Pacote: · Define um preço, independente do que será feito ou utilizado; · Se não existirem intercorrências significativas o preço é mantido; · Havendo intercorrência o pacote é desprezado e a conta passa a ser analisada aberta (como se não houvesse pacote). |

|
Gabarito e KAR
Para reduzir os riscos de erros em apontamentos, de alta probabilidade dada a complexidade dos contratos, é prática comum em auditoria de contas hospitalares a utilização das ferramentas: Gabarito e KAR.
Gabarito: · Guia utilizada para identificar de forma simplificada quais os itens lançados na conta são cobertos; · Só enumera itens de conta e requisitos para validação do lançamento; · Definidos pelas regras comerciais
KAR (Kit de Aferição de Registro): · Guia utilizada para identificar o que geralmente deveria ter sido registrado, independente de estar ou não coberto pela operadora; · Enumera itens a serem registrados nos prontuários, e seus requisitos para validação; · Definidos pelos protocolos de atendimento, ou pela experiência da equipe de enfermagem. |


